sexta-feira, 31 de julho de 2009

PED: desemprego cai no Recife

Taxa do Grande Recife no mês de junho ficou em 19,4%. Em maio deste ano, índice foi de 20,4%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). O desemprego na Região Metropolitana do Recife (RMR) em junho ficou em 19,4%, um ponto a menos do que os 20,4% registrados em maio passado. Considerando uma População Economicamente Ativa de 1,7 milhão de pessoas, foram 339 mil desempregados, 17 mil a menos que no mês anterior, o que manteve a taxa de participação no mercado de trabalho estável, em 53%, influenciada pela criação de 18 mil ocupações. Os dados foram revelados ontem pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Agência Condepe-Fidem, de Pernambuco, em convênio com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de São Paulo, e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A PED apontou um recuo de 14,8% no desemprego das seis regiões metropolitanas pesquisadas no País no mês passado em relação aos 15,3% de maio.
A redução veio após cinco meses de estabilidade e elevou o índice de ocupação no País em 0,4%, com 17,171 milhões de pessoas ocupadas. O Grande Recife teve a maior redução do desemprego entre as regiões pesquisadas. Em São Paulo, a taxa caiu de 14,8% em maio para 14,2% em junho, em Belo Horizonte, ficou estável, em 11%, no Distrito Federal, caiu de 17% para 16,4%, em Porto Alegre, de 12,6% para 12% e em Salvador, de 21,6% para 21,3%.
Pela pesquisa da RMR, os setores que mais contribuíram para diminuir o desemprego em junho foram os da construção civil, com um acréscimo de 7,4%, e o de serviços, com 3,3%. O comércio apresentou estabilidade, registrando 0,4%, e a indústria de transformação teve a queda mais importante: 4,7%. No conjunto de outros setores – que inclui o trabalho doméstico e outras atividades –, a redução foi de 3%. Para o gestor de Estudos e Pesquisas da Agência Condepe-Fidem, Rodolfo Guimarães, os resultados foram acima do esperado e refletem o aquecimento da economia para o segundo semestre, incluindo a contratação de trabalhadores pela indústria do açúcar para a colheita da safra de cana 2009/2010, que ocorre em pelo menos cinco municípios da RMR. “Podemos ver que, na RMR, a indústria continuou sentindo o impacto mais forte da crise econômica mundial”, analisa. No comparativo entre junho deste ano e junho de 2008, foram criados 69 mil novos empregos.
A geração de renda, revelada com base nos rendimentos dos trabalhadores em maio, sofreu uma queda de -2,4% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O maior prejuízo foi o dos autônomos, que perderam -10,7% dos seus ganhos.
JC/Economia - 30.07.09

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